30 de ago. de 2015

Pazes com o Passado


Hoje eu gostaria de escrever sobre todas as pessoas que fizeram parte da minha história. Em partes distintas de época. Cada qual teve seu grau de importância em minhas experiências. 


Gostaria, principalmente, de me desculpar...


...Eu magoei muitas pessoas. Magoei muitos daqueles que fizeram parte da minha história em algum momento perdido no tempo. Nós dificilmente olhamos para nós mesmos e muito raramente para quem fomos nós no passado. Quantas vezes orgulhosos, mesquinhos, arrogantes demais para admitir nossas imperfeições e não perceber em companheiros de jornada o mestre que eles foram naquele período de tempo para nós. Preferimos culpá-los por nossos fracassos. Fracassos criados por nossa incapacidade de perceber o que de melhor há por vir. "Terminamos, a culpa foi dele!"; "Não somos mais amigas, a culpa foi dela!"; "Não tenho contato com parte de meus familiares, a culpa é deles!"...Ingênuos para o futuro, nos premeditamos com o presente e não ajustamos o passado como ele deve realmente ser. E assim vamos trazendo as bagagens pesadas, nos sobrecarregando de sentimentos passados e que por muitas vezes nem nos pertence e talvez nunca foram nossos de fato. Apenas fases...Aprendizados. 

Em minha jornada quase nunca fui capaz de admitir meus erros. Ora, prepotente demais para se responsabilizar pelas minhas más inclinações e atitudes. Egoísta demais por pensar somente em mim o tempo todo, preferindo, covardemente, culpar o próximo por minha falta de experiência e maturidade e orgulhosa demais para dar o braço a torcer e dizer "Obrigada, apesar de tudo, por tudo o que fez por mim, aprendi muito! Não importa quem fomos, o que fizemos de nós, de nossa oportunidade e nem quanto tempo tivemos experiências, quero somente agradecer os ensinamentos que me proporcionou durante x período de tempo. Gratidão. Seja feliz!". 

Gratidão. Gratidão aos que me fizeram mais forte. Cada uma das pessoas que passaram por minha vida; boas ou ruins experiências. Sejam felizes! E me perdoem. Perdoem os julgamentos vaidosos, de presunção em relação a cada um de vocês. 

Saibam que mágoas e ressentimentos são aquela única laranja estragada da caixa, que prejudicam todas as outras boas laranjas. Assim são hoje meus sentimentos, mágoas e ressentimentos não fazem parte da minha caixinha de sentimentos bons. Deus os abençoe, que sejam felizes na jornada! Abraços fraternos, amigos e mestres da vida!


                                                                                                                               Laura Beatriz.


Trilha de reflexão: Guns N' Roses: November Rain ; Metallica: Nothing Else Matters ; Scorpions: Wind of Change

14 de ago. de 2015

Refletir...


A natureza e sua beleza na arte de ensinar. Perfeita e sábia em todas as coisas. Quanto equilíbrio. Quanta Paz nos trás. E o melhor de todas essas coisas é saber que eu sou parte desse todo em harmonia. Basta apenas que eu me sintonize com essa energia e tenha a consciência de que também sou a própria natureza. Sou criação do mesmo Pai, sou uma criação de Amor e a cada novo instante de vida tenho a oportunidade de fazer o melhor que puder tanto para mim mesmo quanto para o universo ao meu redor. Maravilhosa é a vida com tudo aquilo que ela tem me trazido de bom, pois tenho saúde, tenho a visão, tenho todos os sentidos que me auxiliam nas tarefas diárias...tenho uma família e amigos que aquecem meu coração. Posso ler, ouvir música, andar, falar, dançar, pular...amar, aprender, ensinar. Então tenho tudo! Devo somente agradecer. Não mais pedir. Só por hoje. Apenas agradecer. Ser grato ao Criador por todas as ferramentas da qual disponho para construir meu progresso como Espírito, como Humano.


Laura Beatriz.



6 de jun. de 2015

Ninguém Chega na Nossa Vida Por Acaso... -

Ninguém Chega na Nossa Vida Por Acaso... -



Link extremamente especial. Acho que vocês gostarão muito do artigo.

Afinal de contas ele fala sobre tudo e todos à nossa volta! ❤



Beijos, Laura Rosa.

28 de mai. de 2015

Andamos tão ocupados...



              Estamos tão ocupados que nem estamos vendo a vida passar... nos espantamos ao notar como o ano está voando, as horas parecem saltar e nosso tempo, cadê? Estamos sempre com pressa. Estamos sempre a nos preocuparmos com o supérfluo e acabamos por nos esquecer do verdadeiro motivo que nos trouxe aqui. Não estamos apreciando a vida como ela deve ser apreciada. Estamos desprezando os pequenos momentos de felicidade (sim, pois a felicidade são aqueles pequenos momentos em que pensamos "poxa, isso tem mesmo de acabar?" - postarei um artigo mais adentro sobre isso em breve); estamos perdendo o crescimento de nossos filhos, irmãos, sobrinhos, primos. Estamos perdendo a juventude de nossos familiares ou até mesmo a melhor idade de muitos deles...a vida está passando neste exato momento. E você? Está vivendo para não se arrepender? Está fazendo algo realmente útil em que você possa se orgulhar depois? 

                 Bem, eu estava vivendo dessa maneira supérflua. Vou compartilhar com vocês um momento íntimo. Depois de alguns dias sem ver minha família por conta de sair cedo e chegar muito tarde devido a correria do dia a dia, ontem consegui sair mais cedo da faculdade. Me animei pois conseguiria descansar, dormir cedo e enfim. Ao chegar, reparei que minha irmãzinha, 3 aninhos, ainda estava acordada. Aproveitei para fazer uma surpresa à ela, que não me via há dias e só nos falamos um pouco por telefone, enquanto ela choramingava de saudades minha. Ela já estava deitada para dormir mas ao me ver encheu-se de alegria e pulou no meu colo, beijando, abraçando. "falando mais que o homem da cobra"! kkkk mas aquilo foi tão bom, mas tão bom! Jantei com ela, conversamos, contou-me as novidades da escolinha, me deu presentes feitos por ela mesma e mais tarde, quis que eu visse desenho com ela no meu quarto até pegar no sono. Traduzindo: acabei indo dormir no mesmo horário tarde de sempre! kkkk Mas fiz tudo aquilo com muito amor e dedicação à ela. Muitas das vezes minhas prioridades são pessoas que se quer se importam ou sentem o mínimo do amor da minha família por mim cujo eu dava menos importância. Se chegasse mais cedo da faculdade, cumprimentava os familiares, me sentava à mesa no jantar mas minha cabeça estava na internet, verificando isso ou aquilo, dando atenção à coisas e pessoas fúteis que nada acrescentam à mim e enfim! Pude notar que seja eu quem for, com compromissos do dia a dia e estando com mil pessoas durante esse tempo, nada vai comparar o afeto e carinho daqueles que Deus escolheu para serem meus familiares. Que me amam! Então, amigos, valorizem esses seres. Eles não fazem parte de nossas vidas por acaso e nem nós da deles pelo mesmo motivo. Amemo-nos, respeitemo-nos e saibamos valorizar aquilo que temos. Pois tenho certeza que temos mais que o suficiente para sermos realmente felizes!


                                                                                                                                    Laura Rosa.

8 de mai. de 2015

Refletindo





"Por que eu sou um todo em Luz"  


Aprendi a gostar das dificuldades pois são nelas que posso enxergar minha capacidade. Sentir a força interior da qual sou absolutamente capaz de produzir para dominar meus impulsos, controlar meus medos e principalmente tomar as rédeas da situação. 
Quando aprendemos a olhar o que "pensamos" ser uma dificuldade como grande a valiosa oportunidade de crescimento, evolução, melhoria e fortalecimento espiritual, o sofrimento passa não existir. A partir desse momento, quem guia nossos passos são a Fé, a coragem e acima de qualquer coisa a certeza de que Deus jamais nos desampara. Pois somos filhos de um Pai cheio de AMOR. Quer saber o porque desse Amor ser tão verdadeiro? Porque Deus não te dará um fardo maior do que você possa carregar! Isso tudo te sustenta! Te faz crescer! Sorria para vida, ela com certeza te sorrirá de volta ;)



Beijos,
Laura Beatriz.

18 de jan. de 2015

I 'm back :)

http://instagram.com/laurabrosa/

Olá amigos! Que satisfação poder voltar a fazer o que amo! Escrever, colocar em palavras o que vai em meu coração, compartilhar meus momentos e com eles muitos ensinamentos e reflexões para vocês. Afinal de contas, conhecimento guardado em baú não é tesouro. Por isso, nessa nova fase do blog quero partilhar de cada aprendizado que tenho tido com essa bela escola da vida. Quero também agradecer aos fiéis leitores e também aos novos por não desistirem de mim e também por me incentivarem a não desistir da ideia do blog, do meu cantinho, que monto com muito carinho à vocês.

Ano novo, vida nova, nova interface (para a leitura ser mais agradável aos olhos e vocês se sentirem mais confortáveis aqui, afinal "mí casa, su casa") e novas idéias! O blog estará bem mais animado e interativo. Conto com vocês, é sempre um prazer recebê-los, sejam bem-vindos!




Muitos beijos, 
Laura Rosa. 



19 de abr. de 2014

...As Palavras Têm Poder




Todo leitor (falo por mim intensamente), amante dos livros, leva em consideração as palavras. Pois, para eles, estas têm mais do que valor, têm poder. Vão além do seu significado. Toda entrelinha é entendimento. Por isso é muito fácil persuadir e envolver de forma encantadora cada uma dessas (poucas) pessoas que vivem suas vidas baseadas em livros. Todas as palavras direcionadas à um leitor são cuidadosamente estudadas e interpretadas com um quê de doçura e ternura. Principalmente se ele, erroneamente, idealizar quem quer chegue em suas vidas. E ele inclusive espera ansiosamente a chegada deste personagem na vida real que colorirá sua historia e  preencherá cada página de seu livro da vida, dia após dia. Este leitor anseia por este alguém que fará da sua história uma grande história de amor. Junto à ele. Sem mentiras. Sem contradições. Com certezas. É isso que um leitor almeja. É por isso que ele precisa, incessantemente, ler. Apenas isto. Para suprir faltas do mundo real.


Laura Rosa

18 de dez. de 2012

Peças Que Não Se Encaixam




A estranha sensação de ser um cubo mágico fora de ordem. Acontecimentos e consequentes sentimentos que despontam para a visão de um mundo que insiste em fechar todas as passagens, atalhos e quaisquer vestígios de direções que levarão ao caminho certo. Acompanha daí o encaixar perfeito da metáfora que se revela num ser que esforça-se diariamente para ir adiante, mesmo com todas as dificuldades impostas por inúmeros seres inferiores, chegando com garra e louvor à metade do caminho ou quase ao prestígio de sua vitória mas é puxado pelo enorme elástico que o envolve inteiramente, atraindo-o brutalmente como um forte raio de luz, retrocedendo-o em todos aqueles esforços para o: início. Para onde tudo começa e nada é certo. O zero. E daí o mundo se insegurança, medo e afins tomam conta. 

Decisões erradas? (Ou mais radical) Carma? Chances de um recomeço? Complicadas indagações. Talvez influências negativas embotando ao mundo que cega o que é verdadeiro e benéfico, escondendo a bela virtude do caminho escolhido, disfarçando-o em espinhos e obscuros arbustos, afim de cansar e causar desistência  uma vez que o caminho certo é difícil, árduo, estreito. 

Mas como saber o certo? E se o certo for de fato o mais complexo, implicante e desanimador? Ou o contrário, quando por exemplo algo não dá certo pois não tem de acontecer? Sobretudo são lições da vida. Errando aprendemos. Por isso devemos tentar, dizem.  

Destaco, então, outro aspecto: estes erros podem ser positivos se tomados de aprendizados. Penso, em minha humilde reflexão, que erros podem ser vistos como tentativas. Tentativas, não arrependimentos. Se não tivesse arriscado, como seria? É preferível ter a certeza de que Fazer, independente do resultado, é melhor do que a incerteza do "e se tivesse feito?", mesmo que as consequências do ato não forem satisfatórias.

E dia a dia muitos tentam achar, no vai e vem rotineiro, respostas para acontecimentos da vida. Especulando de diversas formas as consequências, as decisões, as mudanças...baseando-se em seus próprios atos ou sendo egoísta o suficiente para não perceber que plantamos o que colhemos, enfim. Contudo a vida é um mar. Uma roda gigante em viciosos altos e baixos. Parece clichê, mas é preciso saber viver.


                            Laura B

17 de nov. de 2012

Reflexo das atitudes, consequências das palavras


Pondera teus pensamentos e seleciona tuas doutrinas...

Convivências são um campo de batalhas. Afinal, envolvem pessoas, sentimentos, emoções; e estes são completamente imprevisíveis. Um passo em falso e o campo todo explode. Resultado de altos e baixos muitas vezes são gerados por pensamentos que, consequentemente, geram: palavras!

Acredito que em hipótese alguma, apesar de ser difícil no calor da emoção, devemos deixar-nos levar por maus pensamentos, impulsos negativos, arrogância ou orgulho, principalmente em situações delicadas e que envolvam outrem.

Palavras e atitudes errôneas vindas de quem menos esperamos machucam mais do que qualquer dano físico. Ferem por dentro e, claro, dependendo da velocidade e intuito com que são direcionadas, machucam a alma. O som das palavras ecoam não só aos ouvidos, mas este percorre todo o ser até que sejam lançadas contra o âmago, que sofre corroendo cada detalhe daquela punhalada de maus significados. 

E muitas vezes as feridas, mesmo que curadas, ainda existem ali, só que em forma de cicatriz. E essas podem ficar para sempre pois mesmo que o perdão seja capaz de trazer a união e a paz entre os seres, não é capaz de apagar marcas intensas.


Tenho como mantra e gostaria que meus leitores também o tivessem
"O mau só nos atinge se permitimos que ele cause efeito em nossas vidas". 



                                               
                                            Laura B.

27 de set. de 2012

É pedir muito?



O que mais fiz até hoje foi em demasiado dar carinho e amor à quem justamente não conhece desta façanha e acredito não ter recebido a mesma ou talvez quase nenhuma quantidade do mesmo em troca. É pedir muito ao menos metade de tudo que dei até hoje? 

Não é pedir muito. Apenas me acalantaria o fato de alguém que esteja disposto a me motivar a prosseguir. Que me faça acreditar que este amor ao qual chego a me referir com certa angústia está apenas encubado e pode, sim, ser libertado.

Almejo. Anseio. Meu âmago (mesmo que longe, muito longe, quase não posso ouvi lo, porém sei que está ali, gritando agoniado por atenção) clama por essa chama. Minhas entranhas estão completamente carregadas de um desejo profundo de amar e ser amada. Ouso propor que venha ser a faísca desse fogo ardente, que hoje  é cinza, em mim. 



                                                                          Laura B.

9 de ago. de 2012

Para quem é puro de alma ...



Em geral, não gosto muito de pessoas. Na verdade, a atitude do ser humano provoca em mim uma reação de certo afastamento e repugnância. Sou muito seletiva em relação à dar realmente importância para alguém.

Apesar de reconhecer minha evidente e natural imperfeição, (sem generalizar) admito não gostar de pessoas justamente por decepcionar-me constantemente com as mesmas. Muitas delas causam o mal. Julgam e criticam sem ao menos conhecer e olhar para si próprio. Deixam marcas inapagáveis e feridas incuráveis. São responsáveis por toda maldade, são capazes de criar o caos e o fazem ciente, racionalmente. Então por que me importar com esse tipo de ser vivo tão repugnante, arrogante e egoísta quanto o ser humano? 

Amo, respeito e admiro os animais. Me importo muito mais em conquistar a confiança deles e fazer mais que o possível para que se sintam bem. Sabem por quê? Porque quando você conquista a confiança de um animal, não é "poder se aproximar com mais coragem" e se tornar superior à ele e fazê-lo um brinquedo. É outra coisa. Quando você conquista a confiança dele, você o ganha. Ganha seu coração. Recebe dele tudo aquilo que eles tem de melhor e mais. Você ganha um verdadeiro amigo. Você tem ao seu lado alguém que vai fazer o possível para que você se sinta sempre bem. Ele vai te dar alegrias imensuráveis e sem pedir nada em troca além da sua lealdade, amizade, proteção, carinho e amor verdadeiro. 

E tudo porque eles não se importam com o que você tem ou em como você é fisicamente, eles vão se importar com o que você é por dentro. Sabem enxergar sua alma e sabem mais do que qualquer outro ser vivo valorizar o que você é e como é para ele. São puros, honestos e verdadeiros. 
Então por que eu daria menos importância à um ser tão maravilhoso, do que para pessoas que se quer sabem  se importar com os sentimentos do próximo? 

                                                                                                 

                                                                                                     Laura B.

17 de jul. de 2012

Era um dia comum ...



É um dia comum, previsão do tempo: sol. Moro em um apartamento aproximadamente no 12º andar em frente à praia. Sacada maravilhosa com visão para mais bonita praia com árvores e reserva da Mata Atlântica.
Hall completamente agradável. Tudo em aparência tropical. Pessoas felizes, crianças, adolescentes, surfistas, todos completamente em clima de verão no Oregon. E este clima é diário, algo bem comum para nós que moramos aqui.
Como sempre, minha mãe está no trabalho e eu estou em casa, acabei de chegar da escola. Como hábito, chego, coloco minha mochila ao lado, vou até o banheiro, lavo as mãos, o rosto, e, com minha mania nada louvável, procuro algo para beliscar na geladeira ou sento-me para ver algo na TV.
De repete, um vento, por incrível que pareça frio e um tanto quanto forte balança as cortinas e algumas folhas voam pelo meu apartamento. Recolho os papéis, os coloco em seus lugares. Sento-me outra vez e novamente: vento. E não demora muito para começar uma leve ventania. Levanto-me e fecho as janelas. Mas ao chegar perto e olhar para o horizonte, deparo-me com um céu quase acinzentado e nuvens quase cobrindo o maravilhoso sol daquele dia. Não demora muito para que todo o céu deste lugar maravilhoso de clima havaiano esteja completamente coberto por nuvens, deixando o dia com aspecto humido, frio e triste.
Passam-se alguns minutos e a então anunciada chuva começa a cair. Todas as pessoas que estavam no mar, na praia e calçadas ficaram tão surpresas quanto a mim pela mudança repentina do tempo. Elas decidem não ir embora e ficam apenas em baixo dos quiosques, bares, farmácias e outros estabelecimentos que há por ali para esperar a chuva passar, já que são comuns chuvas passageiras de verão. Porém, esta apenas criava mais força, seus pingos engrossavam e caiam incessantemente. E junto à ventania, o mar começa agitar-se, e nesse ciclo vicioso tornou-se um grande temporal (pensem em um grande temporal e o multiplique por três, sério!). Não tem como ninguém sair de dentro dos estabelecimentos e tentar ir para casa. As palmeiras envergam-se, as árvores perdem seus galhos com o vento forte. O vento joga tudo com muita força. O espanto não é diferentes para nós, moradores deste prédio. O prédio trepida a cada rajada de vento e jorrada dos pingos da chuva. Meu telefone toca e é minha mãe me ligando do serviço pedindo para eu fechar as janelas e permanecer dentro de casa, como de costume. As coisas estão agitadas demais, não é apenas um temporal de verão. Está mais para um dilúvio sempre muito bem acompanhado dos futuros caos e desastres! Estava a piorar e todos sabiam disso.
Levanto-me, já preocupada com meu natural medo de chuvas, trovões e companhia, e vou até a janela ver como está a situação, claro, já não esperando ver algo bom. Esforço-me para conseguir ver algo, já que a chuva impossibilita uma visão mais clara das coisas. E então, para minha surpresa, espanto-me ao ver o mar completamente em fúria, com suas ondas sendo capazes de atingir mais da metade da praia.
Não chega passar cinco minutos para essa fúria do mar aumentar e as ondas começam atingir não só a praia toda, mas também as ruas. Abro a porta, tentando ir para a sacada. Sim, tentando. Ao abrir a porta deparo-me com correria dos meus vizinhos, desespero, crianças chorando e muita gritaria. Chego perto da “grade” para olhar as ruas e tudo está completamente alagado e não apenas alagado, o mar continua em fúria, como se tivesse avançado por todo o bairro.
A visão que entristece, preocupa e também dá medo é que a água já chega na cintura das pessoas e a altura cada vez mais elevada. Sei que existem pessoas que precisam muito de ajuda, mas talvez seja tarde demais em alguns pontos, uma vez que agora a tempestade piorou e o mar está completamente em fúria, com ondas gigantescas. Volto para dentro do apartamento, procuro pelo telefone, desesperada, preocupada com minha mãe no serviço, tento ligar para ela, mas a linha está simplesmente cortada. Procuro pelo meu celular, mas nessa bagunça toda é completamente impossível pensar racionalmente e lembrar onde o coloquei.
Saio, procurando ajuda. Vou até o apartamento ao lado. Encontro uma moça – aparência agradável, pele clara, cabelos curtos, pretos, magra. Usava um traje social e passava uma calma muito grande, apesar do desespero que a situação exigia – e sua filha – adolescente, aproximadamente uns 14 ou 16 anos, cabelos pretos e enrolados - também desesperadas. A filha chorava muito e a mãe tentava acalmá-la. Vendo-me, a moça chamou-me para perto delas e disse que procuraria ajuda. A filha chorava inconsolável, tinha muito medo. A energia já começava a falhar e a chuva continuava muito mais forte. Perguntei o seu nome, ela disse Laís. Disse para ela confiar em mim, pois ficaria tudo bem. Ela confiou. Passaram-se mais de quinze minutos e nada da mãe dela voltar. Esperamos mais um pouco até nos preocuparmos realmente com a demora da moça. Saímos do apartamento e já não havia quase ninguém em nosso andar. O chão estava cheio d’água e dificultava nossos passos. Demos a volta no hall para chegarmos até o elevador e então encontramos um homem – cabelos curtos, grisalhos, magro, alto – que estava ali para socorrer as pessoas. Era um vizinho que nunca o havia visto. Ele, vendo o desespero de Laís e também o meu, disse-nos olhando nos olhos que tudo ficaria bem. Disse para irmos com ele até o elevador. E então é aí que o desespero começa. Esperamos o elevador chegar e quando ele chegou, havia muito tumulto de umas pessoas que apareceram de repente, também querendo entra no elevador. Com a demora, elas decidem ir pela escada, enquanto apenas um rapaz (aproximadamente vinte anos de idade, alto, magro, cabelos pretos e curtos) ficou conosco. Nesse empurra-empurra, entramos o senhor, o rapaz e eu no elevador, mas a Laís foi empurrada ou puxada, antes que a porta fechasse, tentamos puxá-la para dentro, mas não deu tempo, a porta do elevador já estava fechando com o elevador descendo. Ficou apenas a metade do braço dela preso entre a plataforma do elevador e a porta, fazendo com que o braço fosse dilacerado quando o elevador desceu, a única ultima lembrança que temos dela eram dos gritos aterrorizantes da dor indescritível que a pobre garota sentia. Infelizmente perdemos Laís.
            (Agora, peço que leiam apenas imaginando os fatos, mesmo que estes sejam fora do comum, apenas continuem lendo)
Estamos descendo no elevador e de repente sinto que ele está descendo mais rápido que o habitual. A corda escapou. Fecho os olhos, desejando não estar mais ali para quando ele chegar ao chão, vamos espatifar com certeza. Fecho os olhos com muita força e desejo de todo coração que quando eu abri-los, tudo isso já terá passado. E não deu outra! Quando abri os olhos, a tempestade havia acabado, não estávamos no mesmo dia. Na verdade, já haviam passado uns dois ou três dias (no máximo) depois do acontecido. Só que era como se eu tivesse me levado para o futuro, pois eu não era uma adolescente de 17 anos. Curiosamente eu estava com aparência de uns vinte e dois ou vinte e quatro anos, loucuras a parte. Mesmo assim, a situação a qual me deparei não desejo para ninguém. Ao invés da linda visão que tinha quando chegava ao térreo, das lindas palmeiras e o mar ao horizonte, agora fora substituída por um mar de corpos afogados, e pessoas gravemente feridas espalhadas por todo lado.
O senhor grisalho que ofereceu ajuda a mim e ao rapaz disse para não nos separarmos e esperar ajuda.
Tudo virou um alvoroço, emissoras de TV apareceram no local, resgate, corpo de bombeiros e pessoas inconsoláveis ali estavam. O pior é que isso não parou por aqui. A previsão do tempo para nossa cidade era de mais chuva. E consequentemente, novamente aquela tempestade aconteceria de novo e o mar estaria três vezes mais agitado do que o dia anterior (apesar de eu não saber se estava no futuro ou no presente), segundo a previsão.
As autoridades pediram para que as pessoas se retirassem do local, fossem para outras cidades e evitassem estar ali a todo custo. Mas muitas das pessoas que ali moravam, não tinham para onde ir, o jeito mesmo era ficar e tentar sobreviver do previsto caos.
Vendo que as pessoas não teriam o que fazer, não tinham para onde ir, o governo da minha cidade construiu um tipo de “trilho gigante temporário” que percorria toda a praia até o seu fim com gigantescos vagões para levar moças, crianças, idosos e se sobrasse alguns espaços levariam outras pessoas também. Aquele tipo de “trem” era basicamente um meio de refugiar essas pobres pessoas condenadas à praticamente morrerem afogadas com o mar em fúria que invadiria a cidade em poucas horas, um “tsunami previsto”, para ser mais exata.
Outro fato curioso é que eu apenas ficava por ali, como se minha missão nessa história toda fosse tentar de alguma forma ajudar quem precisasse ou apenas ficar por Divinas vontades.
Faltam poucos minutos para tudo acontecer novamente. Todos estão aflitos, procurando um meio de escapar. O senhor, eu e o rapaz continuamos juntos. Parece que estamos mantendo o controle. Algo dentro de nós sabe que conseguiremos sair dessa situação sem que nenhum de nós perca a vida. Este senhor é um tipo de inventor inteligente extraordinário. É neste momento que o mesmo pede para que eu e o rapaz o esperemos enquanto ele busca sua esposa e seu carro para que possamos sair dali.
Ele volta e nós entramos no carro. Começa então a ventania, logo em seguida a garoa e fortes rajadas de vento seguidas dos grossos pingos de chuva, que incessantemente e gradativamente caem, enfurecendo nosso, até então, adorável mar de sempre.
Tudo acontece tão rapidamente que não temos muito tempo até de fato começar a nos preocuparmos. Mas apenas uma pessoa dentro do carro estava com uma positividade incrível, prestes a nos revelar um segredo. E esta pessoa era o meu vizinho, este senhor amigável e extremamente inteligente. Surpreendentemente, não me perguntem como, do teto do carro surgem hélices que nos levantam do chão e dos lados do carro, asas para melhor desempenho do vôo (uma engenhoca inventada pelo meu “Vizinho Bugiganga”, se é que me entendem rs).
Sobrevoamos enquanto o tsunami acontecia, procurando por alguém que necessitasse de ajuda. Sem contar que me esqueci de mencionar que no bagageiro, havia um tipo de banco para o caso de não ter lugar dentro do carro e alguém precisar ser salvo (vamos combinar que foi uma engenhoca criativa!).
Por fim, avistamos uma menininha que precisava de ajuda, conseguimos resgatá-la e depois disso, a única coisa que me lembro foi de ter fechado os olhos e quando os abri novamente estava em um lugar  lindo, ensolarado e conversando com o prefeito da minha cidade sobre o novo condomínio que o governo proporcionou às vitimas do desastre natural. Um lugar muito bonito por sinal, com vastos campos e lindas árvores.

E este foi o sonho mais legal que tive em toda minha vida! Precisei escrevê-lo, pois mais real que este, eu não terei outra vez. Sem contar o fato de ter acordado na metade dele e quando voltei a dormir, tive a continuação *-* Não é todo dia que esse tipo de coisa acontece J Beijos. Até a próxima! 

26 de jun. de 2012

Se diferencias o virtual do real ...


Algumas pessoas costumam pensar que o que acontece no mundo virtual é apenas fantasia e esquecem que por trás de tudo isso há uma pessoa real com sentimentos verdadeiros. Inclusive, para essas pessoas, é natural e mais fácil criar outro documento, deletando o atual arquivo (que para elas, quem está do outro lado não passa disso), quando este não mais as convém. 
Mas existe um porém. Elas não tem acesso à lixeira caso queiram o documento de volta, pois, infelizmente, não há CTRL + Z que desfaça um "Enter" errado da vida real. 

                                                                          
                                                                                         Laura B.

21 de jun. de 2012

#Refletir



Enfrentando grandes tempestades e fortes vendavais em alto mar
nem sempre haverá um naufrágio mas, se persistir em remar contra a maré agitada, 
pode-se morrer na praia; sobretudo é quase certo fazer mal a gente cedo ou tarde.
Sendo assim, o melhor a fazer é içar a vela para outra direção e permitir que o vento
que sopra os caminhos do destino e o tempo com seu poder curativo sejam
a bússola que nos guie ao caminho mais certo e seguro.


                                                                                    Laura B.

2 de mai. de 2012

# Seu Destino, sua escolha *

Consequências, boas ou ruins, só acontecerão se você acreditar que acontecerão. Sabendo que seu Destino é você quem faz, cabe à você tomar a decisão de escolher entre aquilo te faz bem, 
aquilo que é mais fácil, aquilo que é mais difícil - lembrando que tudo que vem fácil, vai fácil - ou permanecer com aquilo que te faz mal (:


                                                                         Laura B.

1 de mai. de 2012

#Refletir: ♥




A verdade do que está previsto para o Futuro não se modifica (pelo menos pra mim).
O que tem de ser meu, será. Mesmo que eu altere o caminho, todos os atalhos acabaram me levando à linha de chegada definida. O que está previsto, acontecerá. Em seu tempo certo. Não apressarei. Será bem como deve ser. Se não nessa, em outra vida. Não estou brincando quando digo que esperei tanto tempo e posso esperar mais um pouco. Posso esperar o tempo que for, mesmo que isso exija muito de mim.

                
                                                                        
                                                                            Laura B.

2 de abr. de 2012

Eu quero amar...e você?


Não é possível amar sozinha. Não é possível sonhar sozinha. Tanto sentimento acumulado. Guardado. E sempre desperdiçado alheiamente. Só quero alguém pra amar sem receios. Sem barreiras. Sem distancias. Amar sem medos. Amar na forma mais pura do amor. Amor que, escolhido por Deus, me encontre nas trilhas do meu destino e se perca propositalmente em meus caminhos. Amor sem mentiras. Sem desconfianças. Sem despedidas. Amor puro. Reciproco. Eterno. Sincero. Intenso.  Amor que me permita, por si só, chamar de meu. Que queira amar e ser amado. Que não aja coração partido ou sentimento ferido. Que venha em sua mais linda forma e definição. Que seja, na verdade, mais do que espero e almejo, que me surpreenda! 

                                            
                                                                               ...Aguardo anciosamente.


Laura B.

10 de mar. de 2012

Refletindo Amor .#1


Dizem que nos dias de hoje o amor está escasso. Praticamente extinto ao que se diz sentimento verdadeiro. Por que discordar? Pude constatar muitas vezes este fato ao decorrer da minha curta, porém intensa jornada. Apaixonar-se virou uma façanha para corajosos, dizem. Pois então sou uma corajosa. Sou romântica, apaixonada. Não nego. Meu coração não vive sem amor. Creio até que ele bombeia amor. Sendo assim, não importa quem aparecerá em minha vida para receber este sentimento tão bonito que, ouso afirmar, tenho de sobra.

Com tantos desamores, é natural criarmos escudos e nos tornarmos pessoas frias que evitam o ato de amar. Mas um sentimento desses não deve ser ignorado. Afinal, por mais raras que sejam, ainda existem pessoas que valorizam o amor, buscam a felicidade e merecem ser valorizadas também.

Como meus leitores sabem, costumo tirar proveito de cada situação em minha vida. E foi assim, com tantos tombos e tropeços do meu coração que aprendi a ter consciência e sabedoria para entregar todo esse sentimento à quem realmente merece (:


                                                                         Laura B.

26 de fev. de 2012

#Refletindo: Amor ♥

Sentimento complexo. Intenso. Confuso. Requer coragem. 
                                                         ____

Eu conheci o amor. Ele é maravilhoso. Transformador. Mágico. Desponta para um mundo surreal, incrível. É sem dúvidas, se não melhor, um dos melhores sentimentos que existem. Mas também tem defeito. Ele vai embora sem porquê nem pra quê. Não se despede, nem avisa. Simplesmente vai e só volta quando tem vontade. Quando acha conveniente. Como uma borboleta, não adianta correr atras. Procurá-lo é inútil. Ele vem. E assim será, sempre.


                                                  Laura B.

1 de fev. de 2012

Matéria: Amor. Professor: a Vida ♥



Não é ódio, é orgulho reprimido. Egoísmo, talvez.


A vida é mesmo uma grande escola. Tenho aprendido muito com ela e aproveitado ao máximo cada experiência que esta me concede. E dentre todas estas "matérias da vida", consegui tirar proveito das diversas situações que as aulas de amor me proporcionaram. E, hoje, compreendo que amar não tem nada haver com sentimento de posse. Não que antes pensasse dessa forma, mas tinha para mim que quando os sentimentos eram recíprocos e verdadeiros, durariam para sempre. Ou pelo menos por muito tempo. Quase como se não houvessem possibilidades de términos. Já que era algo tão envolvente e fora do comum, como alguém poderia ter a coragem de por um ponto final? 

O amor, de certa forma, nos faz crescer. Amadurecer. E foi com este sentimento que compreendi que quando se ama, mesmo que o lugar do outro não seja ao nosso lado, mesmo que não sejamos nós quem o outro precisa, devemos aceitar as divergências que nos contradizem. Pois se amamos, devemos respeitar, compreender, aceitar as decisões. Mesmo que estas machuquem muito em nós. Ouso acreditar que, hoje, apaixonar-se, é uma façanha apenas para corajosos. Complicado, não? rs. Fazer o quê. É dicícil. É complexo. É confuso. É amor.

                                                                                 Laura B.